Hey, gente! Damasco retorna sendo derrubado pela tecnologia (que apagou a resenha toda e tive que recomeçar, choremos). Como brasileiro nunca desiste, eu estou aqui com Mesmo que eu vá embora, um dos primeiros sáficos que eu li e muito importantes pra mim.
Mesmo que eu vá embora é um conto, o que traz algumas particularidades em desenvolvimento e clímax. A história acontece num período de tempo linear, bem delimitado e curto, com um clímax único. Nessa estrutura, Camila e Helena vão se encontrar e Camila vai ter que decidir o que fazer com todos aqueles sentimentos: jogar tudo fora ou começar alguma coisa?
Eu gosto de como as coisas vão crescendo nesse conto. Ele é tranquilo e simples. As interações entre as personagens são especiais. É um conto que dá um quentinho no coração enquanto você cria expectativas. É uma história para ler num dia tranquilo quando você sabe que você só quer ser feliz e ter um dia calmo. Tem um monte de referências à cultura pop e Taylor Swift que eu não entendo, mas achei um clichê legal.
No fim, muitas resenhas que eu li sobre esse conto foram muito injustas. Muitas pessoas reclamaram do tamanho curto, que precisaria de mais duzentas páginas para desenvolver completamente a história, que o final ficou em aberto. Todas as reclamações apontadas não tem fundamento, pois a estrutura de um conto é para ser curta, com desenvolvimento direto, clímax único e poucos personagens.
Agora, quanto a marcar a história como lesbocentrada, eu fique muito com o pé atrás. Não tem nada no conto que indique que alguma das personagens é lésbica, mas eu descobri isso reunindo os dados da obras. Sei que esse é um debate mais atual — o conto tem quatro anos, e isso é muito tempo considerando os avanços da literatura LGBTQIAPN+ —, mas deixo o aviso que em nenhuma parte da obra indica que elas são lésbicas e que essa informação só aparece nas informações da obra na Amazon.
Classificação: 4/5
Até a próxima! Beijinhos, Damasco.

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