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1 ano de Damasco Literário: 20 fatos (não) literários sobre mim

Hey, gente! Chegamos a um ano de Damasco Literário! Fui recapitular as coisas que aconteceram nesse ano e, na prática não parece muita coisa, mas foi incrível começar esse belo lugar. Conheci muita gente durante esse ano e foi divertido. Estou muito grato por tudo o que aprendi e pelo que pude compartilhar com vocês. Espero que possamos estar juntos mais anos!

Pra esse ano eu já tinha a ideia de fazer um post de fatos sobre mim e não tinha certeza se faria fatos literários ou não, porém meu aniversário de vinte anos é daqui a uma semana, então decidi fazer um meio a meio pra uma comemoração dupla. Agora vos apresento 20 fatos literários e não-literários sobre mim:

Desenho de post it escrito "1 ano de Damasco Literário: 20 fatos literários e não literários sobre mim"



20 FATOS SOBRE MIM - PARTE 1: LITERÁRIOS

1. Eu misturo informalidade e formalidade enquanto escrevo, e não é necessariamente de propósito. Na minha cabeça é algo homogêneo e faz sentido, porque pra mim são só palavras, elas não tem muita diferença entre si. Eu escrevo do mesmo modo que eu conversaria pessoalmente com alguém, então alguns textos do Damasco Literário têm vícios de linguagem que eu tenho plena consciência que são e continuam lá porque... seria insuportável tanta formalidade num blog pessoal, mesmo que seja um blog sério.

Algumas professoras minhas notaram isso durante o fundamental e o médio, basicamente me disseram que é por causa do tanto de referências aleatórias que eu consumi durante minha vida toda. Acho que esse fato ficou na minha cabeça porque alguns dias atrás vi pessoas reclamando no Twitter que a forma com que algumas pessoas se expressavam parecia desnecessariamente formal. Não me afetou, mas ficou na cabeça como algo a se pensar.

2. Eu participei de um concurso de resenhas no Instagram que tinha como maior prêmio um Kindle Oásis (tinham outros sete prêmios que eram algo como o Paperwhite, assinatura anual no TAG Livros e box de alguns livros). O concurso era pra impulsionar o lançamento de um autor independente na Amazon e os resenhistas tinham que adquirir o livro ou adquirir ele de graça no período em que fosse disponibilizado, perto da data final da competição, que era determinado por quantidades de likes no post e que eles saberiam contar. Não ganhei por pouco, mas também não sei se os ganhadores receberam seus prêmios. Eu recebi elogios do autor pela minha resenha, mas foi um livro que a leitura por si só foi uma tortura.

3. Algumas vezes aconteceu de uma narração de um autor sobre mulheres me incomodar, eu descobrir que ele é branco e tem como livro favorito de Lolita, do Vladmir Nabokov. Tudo bem que só aconteceu duas vezes, mas a recorrência foi estranha e precisa.

4. Lolita, do Vladmir Nabokov, é o único livro que eu me lembro de começar e abandonar todas as vezes que tentei porque foi uma leitura indigesta pra mim, mas o marcador de páginas do clube do livro é um dos meus favoritos, então eu vivo com ele. Ainda quero tentar lê-lo de novo.

5. Todos os meus amigos que eu cito no Damasco Literário tem codinomes que representam algum aspecto literário deles (Rainha dos BLs, Bela Dama, Primo Bruxo), mas no dia a dia só chamo todos pelo nome e os contatos são salvos com o nome real também (já reclamaram disso, mas prefiro assim).

6. Tenho uma amiga, a Bela Dama, e costumamos trocar livros de aniversário. Num ano ela me deu A Maldição do Mar, que tem uma parte que fala muito sobre bolos (algo muito importante pra mim) e ela não sabia nada sobre o livro. No mesmo ano dei pra ela O Clube da Luta sem saber que ela tava prestando vestibular pra química. São acasos muito divertidos entre nós.

(Sim, estou esperando pelo desse ano e planejando o dela).

7. Eu tive uma fase obcecada em acabar com todos os livros traduzidos em português da Meg Cabot e ganhei de presente o A Rainha da Fofoca dela (inclusive, é muito, muito ruim). A relevância é que eu não sabia que o livro tinha cena de sexo explícito e eu era só uma jovem adolescente de uns 14 anos. Mas o choque mesmo foi descobrir que a Meg Cabot escrevia sexo explícito.

8. Na minha adolescência tive a oportunidade de organizar alguns eventos sobre leitura para crianças. Foi uma época muito divertida e importante. O olhar das crianças era muito especial e algumas se lembravam de mim e dos eventos mesmo anos depois. Se existir outra oportunidade, gostaria de organizar outros eventos.

9. Eu já participei de um clube do livro presencial na minha cidade (que infelizmente acabou). Ainda tenho os marcadores e bottoms daquele tempo, alguns são os meus favoritos. Tenho vontade de entrar nos da faculdade, mas nunca consigo nem acompanhar uma leitura coletiva, quem dirá um clube do livro.

10. Meus avós moram no nordeste, então viajamos pra lá nas férias. Numa dessas viagens quando eu era mais nova, passamos por um restaurante que vendia cordéis. Não tive coragem de pedir pros meus pais um, mas disse pra mim mesma que em outra viagem eu comprava. Na viagem seguinte não tinha mais.

20 FATOS SOBRE MIM - PARTE 2: NÃO-LITERÁRIOS

11. Eu levo bolo muito a sério. Falando assim nem parece ter muito sentido, mas eu sou obcecada por bolo e estudo isso desde meus oito anos de idade. Foi muito da influência dos livros de receita que eu tinha em casa, eu gostar muito de bolo e minha mãe sempre soltar frases como "você quer comer? Porque não faz?" e acompanhar me ensinando. Ela também comprou muito do meu material e me apoiou nesse hobby. Já são 12 anos nisso, buscando sempre conhecimento formal e entendendo comida como algo social. Bolo pra mim é uma linguagem do amor.

12. Eu detesto ir em cinema porque as sessões são sem legenda em sua maioria e eu não consigo assistir sem; não tem como controlar o volume do som, então muita coisa me assusta durante filme ou eu não ouço; não tem como pausar pra fazer comentários do que tá acontecendo ou eu não ouço o que tá passando; as pessoas que me acompanham geralmente não querem ver a com legenda e o pessoal no cinema grita MUITO dependendo do filme (o último que eu vi nos cinemas foi One Piece e o pessoal gritou tanto que eu não ouvi uns 40 minutos do filme e não tenho ideia do que aconteceu).

13. Eu fiz três anos de coral e foram um dos mais importantes pra minha vida. Quero me organizar pra fazer aulas de canto novamente, é um hobby que me faz muito feliz.

14. Eu corto meu cabelo todo mês. Ele cresce muito e é bem pesado, então costumo fazer camadas a partir do ombro a cada seis meses e renovar ou trocar o corte da franja. Sempre tenho um corte diferente e é divertido. Quero tentar pintar também, mas tô deixando isso pra um momento em que eu não tenha que parecer um adulto responsável.

(No momento em que escrevo essa linha eu tô com um corte de franja nova. Quando eu comecei a escrever esse foi antes de renovar as camadas do meu cabelo. Eu corto ele muito meeeesmo).

Eu só gosto de cortar meu cabelo nas terças-feiras. Cortar num dia diferente é sinônimo de ficar torto e como pessoa que corta o próprio cabelo, eu prefiro seguir os dias (principalmente porque eu gasto uns três dias consertando qualquer detalhezinho que tenha ficado torto).

15. Se eu passasse num concurso público nesse momento, eu largaria toda a minha carreira atual e me dedicaria a estudar línguas estrangeiras (amo meu curso mas largaria fácil por uma carreira garantida).

16. Eu não ouço Taylor Swift, então toda vez que aparece alguma referência a ela nos livros eu: 1) ignoro; 2) pesquiso ou 3) pergunto pra Bela Dama. Não tenho nenhum motivo específico pra não ouvir, assim como não tenho pra ouvir também.

17. Eu falo inglês e espanhol e tô num básico/intermediário de libras e japonês. A maioria acha pesado pra minha rotina, mas eu considero o momento feliz e tranquilo da semana (exceto quando tem prova).

18. Eu termino as postagens com "beijinhos, Damasco" mas pessoalmente eu não sairia beijando as pessoas. A grande questão é que beijinhos expressa bem o carinho que eu quero transmitir no final do texto, tipo os big hugs do Bang Chan.

(Bang Chan é o líder de um grupo masculino de k-pop chamado Stray Kids)

19. Eu tenho uma gata preta chamada Yoruichi, igual a personagem de Bleach. Eu sempre escolhi nomes bem diferentes pros meus gatos e que a maioria do pessoal da casa foi contra, então todos os meus animais tiveram nomes alternativos: Yoruichi também é chamada de Senhora Uichi, Zoruichi, Ichi, Pombo (favorito dos veterinários) e Pruu.

20. Eu consigo dizer meu nome na língua de sinais japonesa, o que não é muito útil já que eu esqueci como era "hajimemashite" (frase usada no início da apresentação) e "yoroshiku onegai shimasu" (uma espécie de "prazer em conhecer").


Essa foi a nossa pequena comemoração de 1 ano de Damasco Literário. Obrigada por chegar até aqui! Beijinhos, Damasco!

P.S.: Eu sei que esse post saiu beeeem depois do aniversário do Damasco Literário (29/08) e do meu (06/09), mas minha família disse que o mês todo é em comemoração a mim, então nada está atrasado (inclusive, se você também for criador de conteúdo, não se cobre tanto)

(Postando em fevereiro de 2024... detalhes, detalhes)

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