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Review: Helter Skelter

Hey, gente! Damasco de férias (consigo até sentir o brilho do meu olhar voltando). A faculdade deu um tempo de mim, então consigo passar mais tempo por aqui. Daqui a pouco vamos ter um ano de Damasco Literário e mesmo tendo pouca coisa nesse meio tempo, quero comemorar. Hoje vamos de um mangá que queria ler faz um tempão e consegui lê-lo em uma das brechas da faculdade.

(Esse mangá é um oferecimento da biblioteca da faculdade. Apoiem as bibliotecas públicas)

Capa do mangá Helter Skelter. Arte de uma mulher no fundo olhando para cima, título Helter Skelter e nome dê autore Kyoko Okazaki.

(Não temos fotinha com a capa porque tinha muita gente na biblioteca nesse dia, fiquei muito envergonhada de tirar fotos e parecer que eu só leio para aparecer no Instagram)


DADOS DA OBRA:
Nome: Helter Skelter
Autor(a): Kyoko Okazaki
Tipo: Mangá (obra japonesa)
Formato: Físico
Volumes: Volume único / One shot
Páginas: 320 páginas
Editora: NewPop
Idioma: Português
Gênero: Drama, Jornada pessoal, Josei
Classificação: +16

Sinopse: Ganhador do “Prêmio Cultural Osamu Tezuka” de 2004, Helter Skelter é uma história de volume único da controversa Kyoko Okazaki. Após várias plásticas extensivas e manutenção vigorosa, Lilico se tornou a beleza em pessoa, se tornando uma modelo, atriz e cantora de enorme sucesso. No entanto, logo seu corpo começa a reagir mal às tantas cirurgias e ela se vê em decadência física. Agora ela é obrigada a encarar as consequências do que fez e o inevitável fim.



Review — Helter Skelter 

Falando somente sobre estrutura física, o mangá tem folha branca comum; é largo (quase o tamanho de dois volumes comuns), mas não é desconfortável pra segurar. O traço é um estilo novo pra mim. Muitos consideram algo cru, porém acredito que isso seja uma característica do mangaká em si, e que combina muito com a proposta. Muitas partes tem expressões exageradas ou a sensação que algo está derretendo e passa bem o sentimento —  um quadro atraente, um quadro de puro horror, um quadro reflexivo. É um traço único que acompanha a narrativa e traz à obra um efeito cinematográfico.

Analisando alguns aspectos, estrutura da narrativa segue semelhante a mesma usada em Carrie, a estranha: desde o início, a história te dá evidências do fim e você acompanha o que encaminhou até aquele ponto. E o plot twist lembra muito os romances românticos do século XIX (o surto do jovem estudante de literatura).

Sobre a história em si, observamos a jornada de Lilico como modelo e como isso afetou as pessoas ao redor dela. Como a obra só nos permite ter uma visão externa dos acontecimentos e algumas reflexões da Lilico em momentos de desespero, não se cria uma conexão com os personagens, é uma história que foi feita para ser observada até seu fim. A história contada tem um ritmo muito bom e em várias perspectivas. Quanto ao final, eu acho que foi belo e combina com a personagem.

Os temas atravessam ficção científica enquanto analisam a perspectiva humana do belo e dos limites das alterações corporais (parecido com Cabeça de Vento da Meg Cabot, mas em uma direção completamente diferente). Nenhum personagem é confiável o suficiente, são todos humanos e acho que essa é o que a torna tão agradável de contemplar — não que confortável descreva a obra em si

Foi realmente um prazer ler Helter Skelter. Acredito que vale o investimento do tempo/dinheiro e tô bem animada pra dar uma olhada nas adaptações cinematográficas dele.

Vejo vocês na próxima! Beijinhos, Damasco.

P.S.: Classificar essa obra em gêneros foi difícil porque eu não conseguia sintetizar em conceitos as palavras que resumiriam. Procurei na Amazon e no site da NewPop algum tipo de classificação e não encontrei algo. É muito mais fácil trabalhar com o eixo romance-fantasia-YA porque a parte de classificar e organizar outras pessoas já fizeram por mim. 

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